Menstruação estranha, e antes que me perguntem: não! Eu não estou grávida. Ida à ginecologista, e a surpresa dupla: risco alto a endometriose e um cisto no útero. Sim, meu corpo avisou. Cólicas intensas desde a primeira menstruação. Semana de exames, nada bons por sinal.
Medo de nunca poder ter filhos. Logo eu, que convivo com crianças o dia inteiro, não poder conviver daqui a uns anos com um baixinho gerado por mim.
Semana final de curso e a cabeça a mil. Estudar. Alguém viu meus polígrafos? Eu não vi! Sim, prova no “chutometro”. E mais medo.
Momento de rever os amigos, de mostrar felicidade, quando se esta nervosa e com vontade de gritar. Brigas indesejadas, choros com razão e sem razão.
Quero resultados. Aqui se faz e aqui se paga: mais medo!
Paralisei. Tudo em minha volta anda, eu corro e ao mesmo tempo permaneço parada. Onde eu estou? Onde me enfiei? Preciso saber de mim! Preciso saber o virá daqui pra frente. Preciso sair desse sufoco, quero respirar.
O medo toma conta de mim. Minhas lágrimas caem constantemente. Mas ainda sei que acharei a luz no final do túnel. Espero que seja o quanto antes.
“Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” Charles Chaplin
O ÚLTIMO DISCURSO (de O Grande Ditador)